Foto: Canva
por: Credtimes
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Dados recentes do Banco Central revelam que os gastos com cartão de crédito já comprometem mais da metade do orçamento das famílias brasileiras, saltando de 38,5% em 2020 para os atuais 54% da renda média.
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O perfil de consumo mudou drasticamente, com o pagamento de juros dobrando sua participação no orçamento em quatro anos, enquanto as compras parceladas sem juros agora representam quase 17% dos gastos totais.
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Analistas econômicos apontam que os juros elevados são os grandes vilões, especialmente quando o consumidor não quita o valor total da fatura e cai no crédito rotativo, que possui as taxas mais altas do mercado.
A facilidade de obter crédito no período pós-pandemia, impulsionada pela abertura rápida de contas em bancos digitais e fintechs, facilitou o acesso ao limite de compras diretamente pelo celular em poucos minutos.
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Esse acesso facilitado levou muitos brasileiros a acumularem diversos cartões simultâneos, resultando em um comportamento de consumo empolgado que muitas vezes ignora os limites reais do planejamento financeiro familiar.
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O uso do cartão como um "tapa-buraco" para despesas ordinárias mascara o endividamento, pois o parcelamento longo em 12 ou mais vezes cria uma falsa sensação de poder de compra enquanto compromete rendas futuras.
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O alerta principal do Banco Central foca no risco do superendividamento, destacando que o uso excessivo do crédito e a falta de pagamento integral da fatura expõem o cidadão a juros rotativos que superam 400% ao ano.