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por: Credtimes
A Caixa Econômica Federal acaba de anunciar uma mudança estratégica que impacta diretamente o mercado de luxo. Mas por que o banco decidiu voltar a financiar imóveis de altíssimo valor após tanto tempo?
O banco retomou o financiamento para imóveis residenciais avaliados acima de R$ 2,25 milhões. A operação utiliza recursos da caderneta de poupança (SBPE) e foca em pessoas físicas no âmbito do SFI.
Em 2024, esse crédito estava suspenso. O objetivo era priorizar famílias de menor renda e imóveis mais baratos, mas o cenário mudou graças a novas regras do Banco Central sobre depósitos compulsórios.
A liberação desses recursos permitiu que a Caixa voltasse a atender clientes de alta renda. Segundo Inês Magalhães, vice-presidente do banco, isso fortalece o relacionamento com o segmento e aquece a construção civil.
Para quem deseja construir do zero, a Caixa exige agora uma contrapartida ecológica. É necessário obter o Selo Casa Azul Uni, que classifica projetos baseados em critérios de sustentabilidade e princípios ESG.
O retorno desses financiamentos para imóveis prontos é visto como um motor para o mercado imobiliário em 2026. A medida amplia o escopo de atuação do banco, que é o maior financiador habitacional do país.
O veredito? A Caixa reabriu as portas para imóveis acima de R$ 2,25 milhões porque a maior disponibilidade de recursos da poupança permitiu diversificar o crédito sem prejudicar as famílias de baixa renda.