Foto: Canva
por: Credtimes
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O mercado de crédito para quem tem carteira assinada mudou drasticamente. O consignado privado, com desconto direto na folha de pagamento, deixou de ser uma alternativa rara para ocupar o centro do orçamento familiar.
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Em 2025, esta modalidade movimentou R$ 54,5 bilhões, um salto de 183%. A projeção para 2026 é que o valor chegue a R$ 120 bilhões, atingindo 19 milhões de trabalhadores que buscam juros menores que os do cartão.
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Enquanto o rotativo do cartão ultrapassa 450% ao ano, o consignado CLT oferece taxas médias de 51%. Essa diferença atrai quem precisa trocar dívidas caras por parcelas que cabem no bolso, mas exige cautela redobrada.
A facilidade de contratação é um ponto forte: o crédito pode ser solicitado pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Porém, essa agilidade pode estimular decisões impulsivas sem o devido planejamento financeiro.
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Existe um limite de segurança: o desconto das parcelas não pode ultrapassar 35% do salário líquido. Mesmo assim, comprometer um terço da renda pode dificultar o pagamento de despesas básicas como moradia e alimentação.
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Se a dívida se tornar insustentável, a Lei do Superendividamento de 2021 protege o cidadão. Ela permite renegociar débitos preservando o "mínimo existencial", garantindo que o pagamento não tire o pão de cada dia.
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O novo modelo pode realmente comprometer o FGTS? Sim, em caso de demissão sem justa causa, o banco pode reter parte do saldo do fundo para quitar o empréstimo, reduzindo o valor que o trabalhador recebe na rescisão.