Quem procura empréstimo pessoal encontrou taxas que chegam a 10,72% ao mês entre seis grandes bancos pesquisados pelo Procon-SP. O levantamento, divulgado em 13 de outubro de 2026, mostra diferenças importantes entre as instituições.
A menor taxa da amostra foi de 5,86% ao mês, enquanto a média ficou em 8,55%. Essas porcentagens não são ofertas garantidas para qualquer cliente, mas ajudam a enxergar o peso dos juros antes de assumir uma dívida.
O ponto mais importante é comparar propostas completas, incluindo encargos e valor total a pagar. A diferença entre bancos pode afetar o orçamento mesmo quando o valor emprestado e o prazo parecem iguais.
Quanto estão os juros do empréstimo pessoal em outubro?
Segundo a pesquisa publicada pelo Procon-SP, a taxa média máxima pré-fixada do empréstimo pessoal recuou de 8,66% para 8,55% ao mês, uma queda de 0,11 ponto percentual em relação a setembro.
O levantamento considerou taxas vigentes em 2 de outubro, para pessoas físicas não preferenciais, em contratos de 12 meses. Portanto, não representa todas as modalidades de crédito nem as condições oferecidas individualmente a cada consumidor.
A média mensal corresponde a uma taxa anual equivalente de 167,69%, conforme o estudo. Isso mostra por que uma porcentagem mensal aparentemente pequena pode resultar em juros elevados ao longo do tempo.
Qual banco apresentou a menor taxa de empréstimo?
Entre as seis instituições avaliadas, o Banco do Brasil apresentou a menor taxa máxima pesquisada, de 5,86% ao mês. O Bradesco registrou a maior, de 10,72%, segundo o relatório detalhado de outubro.
| Banco | Juros ao mês |
|---|---|
| Banco do Brasil | 5,86% |
| Safra | 7,25% |
| Caixa Econômica Federal | 8,00% |
| Itaú | 9,49% |
| Santander | 9,99% |
| Bradesco | 10,72% |
O intervalo entre a menor e a maior taxa é de 4,86 pontos percentuais ao mês. São taxas máximas de referência para o perfil definido pelo Procon-SP, e não uma classificação universal do banco mais barato.
Na comparação com setembro, o Banco do Brasil reduziu sua taxa de 7,43% para 5,86%. O Bradesco elevou a sua de 9,79% para 10,72%; as outras quatro instituições mantiveram os percentuais pesquisados.
A taxa de 8,55% vale para todo empréstimo?
Não. Os 8,55% representam a média das taxas pesquisadas, não uma tarifa única aplicada a todas as operações. O valor efetivamente oferecido depende da instituição, da modalidade e da análise feita para cada solicitação.
Também não é correto comparar essa média diretamente com qualquer anúncio de consignado, financiamento ou crédito com garantia. As condições e os riscos dessas modalidades são diferentes dos considerados no levantamento de empréstimo pessoal.
O que observar além dos juros apresentados pelo banco?
A principal referência para comparar propostas é o Custo Efetivo Total, conhecido como CET. Ele reúne juros, tributos, tarifas e outros encargos previstos na operação, ajudando a mostrar quanto o crédito realmente custa.
O Banco Central orienta o consumidor a conferir o CET antes de contratar. As instituições devem informar esse indicador para permitir a comparação entre ofertas; uma taxa nominal menor não garante, sozinha, o contrato mais econômico.
Peça sempre uma simulação com o mesmo valor solicitado e o mesmo prazo nos bancos consultados. Assim, fica mais fácil comparar não apenas o percentual anunciado, mas também as parcelas e a soma de todos os pagamentos.
Como comparar empréstimos sem cair em uma parcela enganosa?
O primeiro cuidado é calcular quanto sobra no orçamento depois das despesas essenciais. Uma prestação que parece caber no mês pode se tornar difícil de manter se surgir outra conta ou ocorrer uma redução de renda.
- Solicite propostas com o mesmo valor de empréstimo e prazo de pagamento.
- Verifique o CET anual, a taxa mensal e o valor total a pagar em cada opção.
- Confira quantas parcelas serão cobradas e se existem serviços adicionais.
- Leia as condições de atraso, quitação antecipada e eventual renegociação.
- Não contrate somente porque uma parcela ficou menor com o alongamento do prazo.
Se a instituição oferecer um prazo mais longo, confira o total desembolsado até o fim do contrato. A parcela pode cair, mas isso não significa automaticamente uma economia no custo final da dívida.
E o cheque especial, também ficou mais barato?
Não houve redução na amostra de outubro. O Procon-SP encontrou juros de 8% ao mês no cheque especial em todos os seis bancos pesquisados, percentual equivalente a 151,82% ao ano, de acordo com o levantamento.
Essa modalidade pode parecer conveniente pela facilidade de acesso, mas o custo exige atenção. Usá-la de forma recorrente para cobrir despesas fixas pode agravar a dificuldade de fechar as contas nos meses seguintes.
O que fazer antes de contratar ou trocar uma dívida?
Compare as propostas por escrito e confirme o CET no documento da contratação. Se a ideia for substituir uma dívida existente, considere o saldo para quitação, os custos da nova operação e o que será pago até o fim.
Uma taxa menor pode ser vantajosa, mas a decisão precisa considerar todos os encargos e prazos. Antes de assinar, confirme se o pagamento cabe no orçamento sem comprometer despesas básicas e mantenha uma cópia do contrato.

